Conhecimento visual

     Após a reunião de 5 mulheres e 1 homem, todos comprometidos com a divulgação científica, independentemente de suas formações básicas, nesta terça-feira enfim conhecemos as fotografias premiadas no Wellcome Image Awards 2008. Aprecie aqui a galeria de imagens.

     O prêmio fora instituído em 1997 como Biomedical Image Awards. Seu intuito fundamental é popularizar a ciência de forma inusitada, ou seja, através da divulgação de imagens impactantes, porque demonstram o “banal” de forma não-usual, graças ao uso de diferentes técnicas de imagem: desde o “réles” microscópio óptico, até um programa de computação que faz análise de dados (resultantes de experiências), cujo resultado é representado por uma imagem.

     Não deixe de visitar o site da Wellcome trust, lá você pode votar na sua imagem preferida e conhecer mais sobre este e outros projetos.
Vou deixar aqui a minha escolha...

Vilosidades do intestino delgado, por S. Schuller, utilizando micrógrafo confocal



Escrito por Silvia Cléa às 17h49
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O jantar esfriou...

     Vocês se lembram daquela “famosa” frase mnemônica: Minha Velha Traga Meu Jantar: Sopa, Uva, Nozes, Pão? Seu propósito era nos ajudar na memorização dos planetas, segundo sua órbita. É tão velha, que Plutão nem era anão...
     Bem, na Nature desta semana foi anunciado que uma menininha americana, Maryn Smith, de 10 anos de idade, ganhou o concurso da National Geographic, criando uma nova frase, que inclui os 3 planetas-anão, sendo 2 recém-descobertos (Ceres e Eris).
     A frase vencedora: My Very Exciting Magic Carpet Just Sailed Under Nine Palace Elephants vai virar letra de música e será gravada por Lisa Loeb.



Escrito por Silvia Cléa às 22h33
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A Ciência Dança

     A “Science” resolveu elaborar uma série de reportagens que une a Ciência, a Cultura e as Artes. Na edição deste mês, o tema principal é a intersecção com a Dança e para representá-la foi feito um campeonato: “Dance seu PhD”.

     A iniciativa foi baseada na experiência de um estudante de biologia molecular (Christoph Campregher), que, nos intervalos de seus estudos para a defesa de tese, é um DJ experimental, tocando na noite. Veja seu site trockenmoos.

     Devido ao grande número de inscrições, as categorias foram subdivididas em 3: estudantes de graduação, pós e professores. O prêmio: assinatura de 1 ano da revista... ;o)))

     Aproveitem para ver alguns dos vídeos premiados, é muito interessante! Biólogos, físicos, astrônomos e até uma crítica a como a academia enxerga as ciências humanas.



Escrito por Silvia Cléa às 17h36
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O interesse é digital, mas farra é real!

Começa hoje a maior festa do mundo digital, a Campus Party, que em sua versão 2008, estará acontecendo no Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera (aqui em São Paulo). São 7 dias para compartilhar curiosidades, trocar experiências e realizar todo o tipo de atividades relacionadas a computadores, às comunicações e às novas tecnologias.

O evento foi criado em 1997, na Espanha e é a primeira vez que acontece no Brasil. Foram disponibilizadas 3.000 inscrições, que se esgotaram em janeiro. Mas não fique triste, há convites, que você pode imprimir aqui, assim, ainda consegue participar de algumas atividades. ;o)

Para nós, blogueiros, há muita coisa interessante, por exemplo, a palestra e lançamento dos livros de Steven Johnson; além das dicas de Diego franco, em “Podcast Fácil”.

O evento será dividido em duas grandes zonas:

- Área 1:

Arena
Onde os participantes inscritos instalam seus computadores, participando de atividades ligadas a 10 áreas (Astronomia, Robótica, Criação, Desenvolvimento, Software Livre, Games, Simulação, Modding, Música e CampusBlog).

Lazer
Local para um “intervalo” das atividades...mas nem tanto, pois existem quadras para prática de esportes, jogos de salão, cinema, videoclube, música, shows com DJs e VJs, paintball, livraria e lojas. Nesse local, também serão apresentadas as últimas inovações mundiais em produtos voltados ao entretenimento digital, que poderão ser testados!

Serviços
E nesse local concentram-se o refeitório (atendendo todas as refeições do dia), restaurantes, lanchonetes, banheiros, vestiários, lavanderia, supermercado e lojas. Há até uma área reservada para a montagem de barracas com segurança 24 horas, com porta-objetos, roupas e equipamentos (mas precisa de inscrição prévia).

- Área 2:

Expo
Local em que os patrocinadores do evento apresentam suas mais novas invenções, antecipando tendências de mercado e permitindo que cada participante conheça de perto e teste ao vivo o futuro da tecnologia e do entretenimento digital.

Inclusão Digital
Espaço dos iniciantes em computação. Graças a uma parceria com a prefeitura, professores e alunos de escolas públicas terão a oportunidade de conhecer de perto o que é o “mundo digital” em seu maior amplitude.

Bem, vejo você por lá...ou melhor, me mande um e-mail....vai ser difícil encontrar alguém realmente, sem um prévio googlemaps! ;0))



Escrito por Silvia Cléa às 13h34
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Não vamos amarelar!

 O “Ministério da Saúde” divulgou em seu site, em 07.02.08, o Boletim mais recente sobre a Situação da Febre Amarela Silvestre no Brasil. Vale a pena dar uma lida no documento, se você quer ficar sabendo detalhes sobre a quantidade de transmissores (macacos e humanos) infectados e mortos, bem como onde se deram tais infecções.

   A primeira coisa que é bom ressaltar é que o quadro que estamos vivenciando não é definido como uma epidemia, ou pico epidêmico, mas sim, uma epizootia.

   Vale ressaltar que é o macaco o transmissor natural desta forma de doença, ao contrário do homem que é um transmissor ocasional, só participando do ciclo da doença quando invade as matas, seja por quê for.

   Com a confusão que a população pode ter feito, e ainda fazer, entre as duas formas da doença, e temendo ser contaminada, correu para se vacinar nos Postos de Saúde. Contudo, as indicações para a vacinação são bem precisas:

  • habitantes das zonas endêmicas (regularmente, a partir dos 9 meses de vida, a cada 10 anos, em dose única);
  • para viajantes com destino às áreas endêmicas (o mesmo critério descrito acima, enfatizando que a vacina deve ser tomada com 8 a 10 dias de antecedência da chegada à região de risco);

   Mais do que citar as indicações, neste momento, devemos lembrar as contra-indicações:

  • pessoas alérgicas a ovos e seus componentes;
  • gestantes;
  • pessoas que estejam fazendo uso de alguns medicamentos, como p.ex. corticóides;
  • pessoas imunodeprimidas (abrimos aqui uma vasta gama de pacientes de muitas doenças crônicas: hepatopatas, nefropatas, AIDS, portadores de diversos tipos de CA, Lúpus Eritematoso Sistêmico, etc. (o que vai determinar o grau de competência destes pacientes será seu nível de CD4, que deverá ser superior a 250), neste grupo também estão os idosos (maiores de 70 anos) e bebês (menores de 6 meses);
  • pessoas que tenham sido imunizadas contra Febre Amarela a menos de 10 anos (re-vacinação);

   Como a vacina é feita de vírus atenuados, isto quer dizer que aqueles estão vivos, portanto, ao se imunizar (vacinar) uma pessoa, ela deve saber que terá uma reação, cuja apresentação, em geral, consiste em:

  • febrícola;
  • mialgia;
  • reações cutâneas;

   Para finalizar, gostaria de esclarecer que a Febre Amarela possui uma classificação por grau de manifestação clínica, de quadros assintomáticos até o quadro mais grave, em que o indivíduo apresenta choque hemorrágico (perde sangue através da mucosa de vários órgãos) até a morte. Não é, portanto, uma doença banal, com a qual se pode “brincar”. O pior é que não tem tratamento específico, além dos cuidados que cada quadro apresentado vai exigindo durante a evolução da doença.

   Assim, prevenir é a melhor atitude. Mas devemos fazê-lo com bom-senso, sabendo o que e como estamos fazendo, pois em toda atividade imunológica existe risco, para isso precisamos de um esclarecimento detalhado e paciente.

   Quando se diz que a atual epizootia de febre Amarela Silvestre não vai se tornar uma epidemia de Febre Amarela Urbana, as razões são científicas, ou seja:

  • último caso de Febre Amarela Urbana que foi notificado é do ano de 1940;
  • há um rigoroso controle dos casos: em geral, para cada caso sintomático que é notificado, exitem 9 casos que não foram registrados;
  • o período de viremia (presença do vírus na corrente sanguínea, quando há realmente condições de contágio) é de apensa 2 dias, entre o 2º e 4º dias da doença;
  • é necessária uma grande quantidade de infectados para que o mosquito (Aedes aegyti seja infectado, pois o vetor que transmite o vírus para o macaco são de outras duas espécies diferentes, de hábitos não-urbanos);
  • atualmente, há muitos indivíduos (humanos) imunizados;

   Bom. Aproveitando, que estou falando de Febre Viral Hemorrágica...e Aedes aegypti, não podemos esquecer da Dengue que, por causa do inverno atípico que estamos tendo, com as temperaturas mais baixas, inviabilize mais um enxame dessas “daninhas” da oviposição....Mas, mesmo assim, é sempre bom evitar aquele acúmulo de água: seja este do tamanho que for e no lugar mais inimaginável possível! Já ouvi relatos de uma quantidade que não encheria um dedal e a origem: Escovas de dentes....viu? ;o))



Escrito por Silvia Cléa às 17h22
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A quem interessa?

No final de agosto foi publicado, no BMC Genomics, artigo (“Effect of active smoking on the human bronchial epithelium transcriptome”) cuja chamada alertava para o fato de que ex-fumantes ainda estavam em risco. Assim a notícia alastrou-se por toda a imprensa.
Acontece que quem lê (principalmente os fumantes) só percebe o que quer, ou seja, “que não adianta largar o cigarro que o câncer virá de qualquer jeito”. Esse tipo de matéria é, na verdade, um desserviço à sociedade!
O trabalho científico, apesar de publicado em uma revista respeitada (cujo índice de impacto é 4,03), foi desenvolvido utilizando-se um pequeno número de sujeitos (24 na fase de pesquisa e 22 na fase de validação). As conclusões foram preliminares no sentido de indicadores, ou seja, não há nada definitivo (o que é muito raro de se encontrar em pesquisas científicas), foram encontradas alterações em determinados genes que poderiam sugerir a possibilidade de desenvolvimento de câncer.
Após a matéria ser publicada em diversos meios de comunicação, sem o devido complemento esclarecedor em relação aos métodos de pesquisa e, principalmente, quanto aos demais benefícios de um tratamento antitabagismo, houve muitos pacientes que se dirigiram ao consultório com o discurso de que não valeria a pena todo o sacrifício já que seu prognóstico estaria fechado...
Assim, voltamos a esclarecer que alguns dos principais benefícios de abandonar o tabagismo são imensos e começam a surgir rapidamente:

Vinte minutos depois do último cigarro: a pressão arterial começa a baixar;

Um dia sem fumar: os níveis de monóxido de carbono nos pulmões voltam ao normal;

Dois dias sem fumar: já não há nicotina no organismo e a língua volta a perceber melhor o sabor dos alimentos;

Após três meses: os pulmões e a circulação melhoram;

Um ano depois: o risco de infarto cai pela metade;

Dez anos depois: o risco de câncer de pulmão cai pela metade;

Quinze anos depois: o risco de infartos e derrames é o mesmo de uma pessoa que nunca fumou na vida.

Ou seja, vale (e muito) tentar parar de fumar...sempre!

Este post faz parte do tema de setembro do Roda, “A importância de comunicar a dúvida ao leigo”, portanto, os comentários devem ser feitos lá naquele blog, ok?



Escrito por Silvia Cléa às 22h54
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Estigma

Um letreiro luminoso piscante bem no meio da testa...é assim que o portador de determinadas doenças se sente ao perceber os olhares das pessoas com quem convive devido ao preconceito que estas têm em relação à sua doença. Este preconceito cresce, e por conseguinte seu estigma, conforme diminui a idade do portador, com uma agravante: as crianças não têm subsídio psicológico para lidar com tal situação.
A partir desta semana começo a falar de uma série de doenças crônicas, cujos prejuízos sociais foram apontados como sendo os mais danosos. Devido ao fato de ter sido comemorado nesta segunda-feira o Dia Latino Americano da Epilepsia, esta é a primeira doença.
Pense em um adolescente que descobre-se epiléptico aos 16 ou 17 anos: época em que está sonhando em aprender a dirigir, quer viajar sozinho(a) com os amigos(as). O impacto da primeira crise faz seu mundo ruir, o ver-se doente, dependente de medicamentos pelo restante da vida, com crises que podem acontecer a qualquer hora do dia ou da noite, junto a quaisquer pessoas (e se eu estiver transando?) acaba com sua sensação de imortalidade...Enfim, são tantos os questionamentos e é tanta a vergonha, que a opção mais comum é esconder a doença. Erra por não assumir para si e para os outros a doença (que poderiam ajudar, quando houver uma crise) e por, indiretamente, fomentar o preconceito contido na ignorância.
Se você for um epiléptico(a) deve contar aos seus amigos, explicar-lhes o que é a doença e como ela se manifesta: o que são as ausências, as convulsões; que após as crises você fica um período confuso(a) e precisa descansar, ou seja, que as crises são auto-limitadas (têm uma duração de alguns minutos, começando e terminando espontaneamente). Principalmente em seu local de estudo e/ou trabalho, deve deixar bem claro que Epilepsia não tem nada a ver com loucura e nem é contagiosa!
Quando as pessoas quiserem te ajudar, caso você venha a ter alguma crise perto delas (ou outra pessoa que também seja epiléptica), elas devem:
 * primeiramente ficar calmas e acalmar quem estiver por perto;
 * tentar te segurar, para que você não se machuque, deitando-o(a) de lado e protegendo sua cabeça (pode ser a própria mão na falta de algo macio);
 * durante a crise, procurem soltar as roupas que estejam muito justas ao redor do pescoço;
 * esperem a crise terminar e se ofereçam a chamar um táxi ou parente para levá-lo(a) para casa;
 * não devem colocar nada na sua boca, porque você não vai engolir a sua língua!

É importante também esclarecer que existem determinadas circunstâncias em que se é necessário o socorro médico / ambulância:
 * se a crise ocorrer dentro d’água (piscina, rio, lago, cachoeira, mar, banheira ou chuveiro);
 * se além de epiléptica a pessoa estiver traumatizada, grávida ou for diabética;
 * se a crise convulsiva demorar mais do que 5 minutos;
 * se uma segunda crise começar assim que a primeira tiver terminado;
 * se o retorno da consciência não se der logo após o término dos abalos da crise;

Outro grave problema do estigma são os efeitos colaterais causados pelos medicamentos. Apesar de nos últimos 20 anos os avanços em termos de controle das crises ter sido grande e também em relação a minimizar os efeitos colaterais, é impossível bani-los; e, em relação às drogas antiepilépticas (DAE) há relatos de situações bastante vexaminosas, tais como sonolência, rebaixamento cognitivo, etc.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), a Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE) e o Bureau Internacional das Epilepsias (IBE) estão trabalhando juntos numa campanha global (Epilepsia fora das sombras), que também objetiva ajudar os portadores de epilepsia a entender melhor sua condição, a analisar as razões do estigma e, se não for possível eliminá-lo, pelo menos melhorar a qualidade de vida e o ajustamento psicossocial.

Aproveitando a oportunidade, acabei de ler “O Epiléptico”, de David B., que acaba de sair pela Conrad Editora, é uma História em Quadrinhos em que o autor conta as agruras da família para lidar e tratar da doença do irmão; é apenas o primeiro de três volumes, mas para quem estuda o assunto é imperdível!



Escrito por Silvia Cléa às 01h06
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Vale muito ainda divulgar ciências

(Foto)

     Nesta semana, aconteceu o seminário anual do SCANZ (Science Communicators Association of New Zealand). Dentre outros, esteve presente Lloyd Davis (um podcaster e blogueiro famoso, que é especialista em mídia social), responsável pelo tema “O Futuro da Comunicação Social”, reverberando o que fora dito pelos demais palestrantes, ele falou sobre as incertezas de uma predição e a popularização da tecnologia participativa. No entanto, deu ênfase ao uso desta última como ferramenta para uma comunicação realmente efetiva quando se pensa em uma geração mais jovem.

     O que mais me chamou a atenção foram os números apresentados por ele: em 1995, existiam no mundo, somente 18 mil websites; passando a 7 milhões, em 2000; e, mais de 118 milhões neste ano de 2007. Comparando às audiências dos teatros, cinemas, assinaturas de revistas e circulação de jornais – todos, no mesmo período, estiveram diminuindo. Ou seja, é um exemplo claro da mudança radical que está acontecendo, principalmente entre os jovens, no acesso à informação.

     Enquanto isso, o volume de Ciência produzida só tem aumentado: mais de 1,3 milhão de artigos científicos são publicados anualmente. Contudo, 90 % deles nunca são citados e cerca de 50 % não são lidos por mais ninguém exceto seus autores, revisores e editores das revistas em que são publicados. O desafio, portanto, passa a ser o de tornar a sua pesquisa relevante e sua voz ouvida, diante de tanta competição existente, tanto nas ciências como na comunicação.

     Para finalizar, Lloyd cita os cursos superiores em Ciências da Comunicação e suas demais especializações, principalmente aqueles de pós-graduação; e, não deixa de citar os blogs. Mas sentencia: o futuro será ‘on line’, pelo menos é onde o olhar do mundo atualmente está.



Escrito por Silvia Cléa às 19h30
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Quero ser Woody Allen

Final de jogo: match point para a Piauí que publicou “Fora de Órbita”, um primoroso artigo de divulgação científica que, aos desavisados, mais parece uma grande piada. Allen se apropria do linguajar científico para contar mais um de seus causos que, lógico, está relacionado à sua atração por uma de suas secretárias.
A área da ciência escolhida é a Física. A maestria com que passeia pelos conceitos e os insere no cotidiano, nos torna a nós divulgadores científicos completos idiotas incompetentes, principalmente quando percebemos a quantidade de horas que dedicamos a imaginar a tentativa infrutífera de inserção de um reles termo científico em um assunto banal. Some-se a tal, sua característica mais marcante: o humor ácido, que vai fisgando lentamente o leitor, até que ele não consiga desgrudar os olhos do texto, mesmo com aquela imensa quantidade de termos científicos.
Para quem é da área, uma delícia de leitura! Para quem não é, um mar de termos a serem pesquisados e comparados os empregos a que foram submetidos pelo escritor. Aos que não são curiosos, bem, uma belíssimo texto nem sempre agrada a todos, é uma questão de estilo também.
Não encontrei o texto digitalizado, portanto, é melhor dar um pulinho até a banca e comprar a Revista Piauí deste mês para ler o texto do Woody Allen e guardá-lo, vale a pena!



Escrito por Silvia Cléa às 16h13
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Na veia!

Ao contrário de alguns, acredito que o compartilhar ótimos trabalhos é fator primordial em divulgação científica.
Tive a imensa alegria de conhecer o Jão pessoalmente, por ocasião de uma aula-palestra que ele nos deu no Labjor/Unicamp, quando fazia meu curso de jornalismo científico . Ele chegou até a me dar umas dicas para eu elaborar a minha HQ sobre doação de órgãos!
O trabalho abaixo dispensa comentários...foi publicado na Folhinha, em 12.05.07.
 

Escrito por Silvia Cléa às 19h13
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Currículos em perigo!

Recebi a informação de um amigo e repasso. O aviso abaixo está publicado na página principal do CNPq e no site da Plataforma Lattes:


"Atenção, usuários da Plataforma Lattes: algumas empresas inescrupulosas estão usando dados da Plataforma para oferecer emprego. Cuidado, pois alguns usuários foram lesados financeiramente. Qualquer dúvida, envie e-mail para atendimento@cnpq.br"


Para quem não conhece, a Plataforma Lattes é um "banco de currículos" mantido pelo CNPq. Algumas informações, como número de documentos, são confidenciais, mas boa parte do conteúdo dos currículos está disponível na Internet. Normalmente as agências de fomento exigem que os pesquisadores tenham o currículo cadastrado nessa plataforma, e, dentre outras finalidades, usam a informação para avaliar o mérito acadêmico do pesquisador antes de conceder uma bolsa ou financiamento. Outro uso comum são pesquisadores procurando por colegas que trabalham em áreas semelhantes, ou estudantes procurando potenciais orientadores.


O problema é que uma empresa que se diz de RH está usando as informações para contactar alguns pesquisadores com supostas ofertas de emprego de consultoria. Aparentemente trata-se daquele golpe de "você foi selecionado, mas, para ser efetivado, precisa antes pagar uma taxa para a empresa".

Escrito por Silvia Cléa às 22h41
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O cérebro de todos

No princípio do séc. XIX, Friedrich Tiedemann (anatomista alemão), cientista anti-racista, foi o primeiro a defender a igualdade biológica (segundo a concepção cerebral) entre africanos e europeus, bem como entre homens e mulheres.
Escolhi este artigo para integrar as discussões do tema deste mês da Roda (não se esqueçam que os comentários devem ser feitos naquele blog, ok?).
Leiam mais na coluna “Deriva Genética”, escrita por Sérgio Danilo Pena.
Aproveitem! ;o))



Escrito por Silvia Cléa às 14h31
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Atenção Peritos!

Aos peritos que trabalham em Varas Trabalhistas, desde o final de março já está disponível a Resolução 35/2007, que estabelece sobre os honorários periciais em casos de justiça gratuita. Não deixe de ler!
Para os colegas, principalmente da área criminal, que não puderem ir a Palmas/TO, participar do Congresso Brasileiro de Medicina Legal, o curso de Entomologia Forense (ministrado pelo Dr. Leonardo Gomes) poderá ser assistido durante a realização do Congresso Brasileiro de Zoologia, que acontecerá de 17 a 21 de fevereiro de 2008, em Curitiba/PR. O curso não será específico para médicos, mas abordará toda a aplicabilidade básica dos insetos na resolução dos crimes.
Aliás, para os demais profissionais vale a pena dar uma busca nos outros mini-cursos, pois os temas são inúmeros e bem interessantes. As inscrições estarão abertas a partir de 02 de julho de 2007.
Viu? Manter-se informado faz bem para o bolso e para a alma! ;o))))



Escrito por Silvia Cléa às 15h06
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Quando o “Como” prevalece

Divulgar é premissa máxima de todo jornalista. Dependo do assunto tratado, um texto pode causar danos muito mais graves simplesmente pela maneira como foi divulgado. Tomemos como exemplo o caso dos suicídios.
Atualmente considerado um problema de saúde pública, inclusive pelo Ministério da Saúde brasileiro, o suicídio é responsável por 1 morte a cada 40 segundos (em termos mundiais). Porém, o que muitos desconhecem é o fato de ser este comportamento “contagioso”, ou seja, à medida que se destacam as notícias sobre os casos (títulos chamativos), descrevendo os métodos utilizados e levantando-se hipóteses sobre os porquês do fato, o jornalista não sabe, mas estará (impensadamente) incentivando outros tantos a seguirem o mesmo rumo.
Para tanto, a OMS elaborou uma série de manuais, orientando os profissionais da mídia a fim de que a notícia possa ser veiculada de maneira “segura”. Eles existem em português também, mas, segundo depoimento do coordenador da Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio, Carlos Felipe Almeida d'Oliveira, já foi elaborado novo manual aos profissionais de saúde; e, logo mais deverão ser lançados novos manuais também para os profissionais da mídia.
É um assunto-tabu, que quase ninguém gosta de comentar, mas seria bom dar uma lida nos tais manuais, é no mínimo didático!
Saber que cerca de 90 % dos casos de suicídio estão relacionados a doenças psiquiátricas e que, dentre elas, as mais comuns são os transtornos depressivos e os abusos de álcool e drogas, são informações bastante esclarecedoras. Há casos em que as doenças citadas se apresentam concomitantemente e as tentativas de suicídio ocorrem na vigência de um episódio de intoxicação aguda (de álcool e/ou droga).
Mais um dado, para mim o mais importante: quem tenta, ou comete o suicídio não quer (ou queria), na verdade, se matar! E, finalmente: quase sempre manda sinais de “socorro”, mesmo que inconscientemente.
Olhos e ouvidos atentos pessoal! A prevenção é possível.
Querem uma leitura embasada e inicial? Cassorla, R.M.S., “O que é Suicídio”, SP: Brasiliense, 2005 (Coleção Primeiros Passos, 127).

Escrito por Silvia Cléa às 17h58
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FDA e Antidepressivos

A partir de 2 de Maio, alguns antidepressivos deverão conter os seguintes dizeres em suas embalagens: “este medicamento pode causar ideação suicida ou mesmo levar ao suicídio de adultos jovens (18 a 24 anos), principalmente no início do tratamento” (em uma tradução livre).
Tal determinação foi estabelecida pela FDA (U. S. Food and Drug Administration), baseada em estudos científicos, que comprovaram um pequeno aumento do risco para este intervalo específico de faixa etária. Além disso, o aviso tem o intuito de alertar para o fato de a depressão e outras doenças psiquiátricas serem a maior causa de suicídio.
Para ser mais rígida, esta determinação vem substituir outra, anterior, estabelecida em 2005, que determinava o alerta em relação ao risco de crianças e adolescentes que usassem antiderpressivos.
Mais informações sobre o assunto veja aqui.
Os antidepressivos envolvidos são:

Anafranil (clomipramine) *
Asendin (amoxapine)
Aventyl (nortriptyline) *
Celexa (citalopram hydrobromide) *
Cymbalta (duloxetine) *
Desyrel (trazodone HCl)
Elavil (amitriptyline) *
Effexor (venlafaxine HCl) *
Emsam (selegiline) *
Etrafon (perphenazine/amitriptyline)
fluvoxamine maleate *
Lexapro (escitalopram hydrobromide) *
Limbitrol (chlordiazepoxide/amitriptyline) *
Ludiomil (maprotiline) *
Marplan (isocarboxazid)
Nardil (phenelzine sulfate)
nefazodone HCl *
Norpramin (desipramine HCl)
Pamelor (nortriptyline) *
Parnate (tranylcypromine sulfate) *
Paxil (paroxetine HCl) *
Pexeva (paroxetine mesylate) *
Prozac (fluoxetine HCl) *
Remeron (mirtazapine) *
Sarafem (fluoxetine HCl) *
Seroquel (quetiapine) *
Sinequan (doxepin)
Surmontil (trimipramine)
Symbyax (olanzapine/fluoxetine)
Tofranil (imipramine) *
Tofranil-PM (imipramine pamoate) *
Triavil (perphenazine/amitriptyline)
Vivactil (protriptyline)
Wellbutrin (bupropion HCl) *
Zoloft (sertraline HCl) *
Zyban (bupropion HCl) *

* (Aqueles também comercializados no Brasil);

Escrito por Silvia Cléa às 19h46
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