INTELIGÊNCIA
Em uma iniciativa pioneira, a Sociedade Brasileira de Neuropsicologia, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e a Mensa, discutir cientificamente a Inteligência em relação aos seus diversos aspectos. Para tanto organizaram o I Simpósio Internacional de Neuropsicologia e Inteligência: Um Enfoque nas Altas Habilidades, a ser realizado no anfiteatro do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, nos dias 22 e 23 de setembro próximo.
Estarão reunidos médicos, psicólogos, professores, físicos e profissionais de diversas áreas, nacionais e estrangeiros, abordando os mais variados temas relacionados à inteligência e à superdotação.
Conceitos, bases genéticas, fases do desenvolvimento, apresentação nas diversas faixas etárias, relação com a educação, são alguns dos tópicos que serão abordados quanto à inteligência.
Em relação à superdotação, atualidades, personalidade, adequação social, auto-estima, dificuldades de aprendizagem e capacitação de professores, são a ênfase do programa. Aos interessados, há informações e formulário de inscrição na página da Sociedade. Aguardo vocês lá, ok?
Ainda falando em inteligência, o NYT, publicou ontem uma matéria sobre Jerry Slocum, um engenheiro aposentado, que acabada de doar sua coleção de puzzles (considerada a maior do mundo) à Lilly Library, que fica na Indiana University. São mais de 30.000 peças, confeccionadas em madeira, metal, borracha, porcelana, plástico, vidro e papelão; além de 4.000 livros relacionados ao assunto.
Há peças de muitas origens, chinesas, russas, indianas, americanas...das mais simples até as impossíveis de serem solucionadas (estas últimos, argumenta, não pela complexidade, mas devido à quantidade de movimentos necessários, que seria similiar à idade do universo). Ao visitante, estarão disponíveis réplicas para que possa se divertir na arte de solucionar quebra-cabeças...(realmente contagiante!)
Segundo Breon Mitchell, diretor da Lilly Library, disse em entrevista ao NYT, a biblioteca interessou-se pela coleção “porque nós acreditamos que os quebra-cabeças são importantes na história do pensamento, na história da matemática e da filosofia e, também, na história da ciência”.
Viu, quanta coisa, um “simples” passa-tempo lógico pode trazer de “brinde”? Então, já fez o seu puzzle hoje? ;)))
Escrito por Silvia Cléa às 12h50
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SPAM
Quando a maioria de nós de recebe em sua caixa de correios eletrônica mensagens anunciando sobre drogas que aumentam a libido, melhoram a perfomance sexual, ou auxiliam na cura da disfunção erétil, logo pensam: é “spam” e mandam para a lixeira!. Certo? Nem tanto...
Primeiro pensem que, não existe vendedor onde não há comprador. Portanto, se elas aparecem tanto na Internet, é porque muita gente utiliza este meio para adquiri-las. Método fácil, rápido, anônimo, que não requer prescrição e controle médicos.
Agora, extrapolem um pouco: você leitor masculino não está com tais problemas? Ah! Não é homem? Sabiam que tais produtos são consumidos nas noites paulistanas como, digamos, ingredientes para “embalar” a festa? Pois é, ficar “ligado”, nem sempre pode ter um bom resultado...
Há cerca de 15 dias, o FDA (órgão governamental americano que administra a produção e comercialização de drogas e alimentos) veiculou uma notificação oficial aos consumidores em relação ao uso ilegal justamente de tais produtos promovidos por tal comércio através da Internet. Enfatizando que é sempre necessária a consulta de um médico.
O principal risco anunciado é a interação medicamentosa com outras drogas, porque as substâncias vendidas pela Internet contêm princípios ativos que são semelhantes ou idênticas àquelas usualmente comercializadas, o que poderá potencializar o seu efeito; ou, quando interagirem com nitratos presentes em outros medicamentos poderão causar hipotensão – o que é particularmente ruim para os diabéticos, hipertensos, dislipidêmicos e portadores de Insuficiência Cardíaca, que, geralmente, têm problemas de disfunção erétil e fazem uso de drogas, cuja composição contém nitrato.
Escrito por Silvia Cléa às 11h17
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Desvendando a Medicina Legal
Com o “boom” das séries televisivas de casos médicos, não foi difícil ao público leigo identificar as atividades do médico legista. Mas o que a maioria desconhece é que a residência em Medicina Legal possibilita ao especialista exercer outra atividade bastante requisitada: a de perito médico.
A Medicina Legal é uma interface entre a Medicina e o Direito. Assim, os profissionais em que nela atuam, utilizam o conhecimento médico e paramédico, para auxiliar a aplicação e interpretação das leis.
Se um fato jurídico, por exemplo, ocorrer em nível investigatório (portanto, sob a coordenação de um delegado), quem irá ao seu auxílio será o médico legista (vinculado ao Instituto Médico Legal – IML / Secretaria de Segurança Pública). No caso de um processo judiciário (agora, sob a coordenação de um juiz), o médico perito é quem o auxilia (no caso de São Paulo, vinculado ao Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo – IMESC / Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo).
Mas o que faz o perito médico afinal? O juiz não pode “conhecer de ofício” sobre determinados assuntos. Ou seja, mesmo que ele seja um médico formado, quando faz a opção em ser juiz, deverá “esquecer” seus conhecimentos nesta área enquanto estiver julgando uma causa que necessite de tais fundamentos. Assim, deverá nomear um perito médico, de sua confiança, que lhe servirá de orientador naquele determinado assunto. Então, o perito nada mais é do que “os olhos médicos” do juiz, naquelas causas (processos) em que houver algum assunto da área médica em discussão.
A especialidade é extremamente estimulante, dada a sua rica variedade de assuntos e temas abordados. Tédio é uma palavra pouco ouvida entre os profissionais atuantes. Em contrapartida, é muito exigente, pois demanda horas de estudo em diversas áreas das múltiplas especialidades médicas, que são constantemente abrangidas nas diversas causas processuais. Além de dedicação à fluência textual, com boa gramática, clareza e, às vezes, uma certa concisão.
Do perito se exige tenacidade e argúcia ímpares, típicas das mentes investigativas. Some-se a tal, um poder de observação rápida e atenta, global e detalhada. Como a maioria destas características são habilidades e como tal, não são aprendidas, somente aperfeiçoadas, ser um excelente médico assistencial (o que trata dos pacientes) não implica, necessariamente, ser um bom médico perito. Os perfis são distintos e, portanto, incomparáveis.
É uma especialidade em franca expansão, com muita pesquisa e estudo sendo desenvolvido. Uma boa hora para as novas gerações olharem com mais afinco para mais esta oportunidade de conhecimento e trabalho.
Escrito por Silvia Cléa às 02h13
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O "Cálice Sagrado"
É curioso como o público leigo reage às intervenções médicas: a quantidade de pontos em uma sutura ou de comprimidos ingeridos ao dia é diretamente proporcional à gravidade do quadro. Porém, em termos médicos, nem sempre esta assertiva condiz com a realidade.
Fato é que, certo ou errado, o pensamento não pode e não deve ser desprezado. Ele é mandatário de uma das condições mais básicas do sucesso de qualquer tratamento: a aderência do paciente.
Tomar vários comprimidos ao dia é tarefa árdua para qualquer um. Se as dosagens forem diferentes, pior. Medicamentos diversos, mais complicado. E se o paciente tiver baixa escolaridade, então, será o caos...
Outro fator essencial no tratamento medicamentoso, refere-se aos horários em que são tomados os medicamentos. Isto diz respeito à meia-vida (tempo de ação da droga no organismo). E é por causa dela que certos medicamentos devem ser tomados de 6/6 hs, outros de 8/8 hs, e assim por diante. Há muitos médicos que costumam, inclusive, dizer a seus pacientes: a “doença” (ou o “bichinho”, se forem crianças) sabe que horas são, portanto não se esqueça de tomar o remédio no horário correto! Pois a doença (ou o bichinho) não dorme; ela(e) ataca!
É uma maneira metafórica de explicar como o mecanismo funciona. O paciente leigo compreende e procura, realmente, não esquecer do medicamento. É um pacto que faz com seu médico.
De qualquer maneira, há situações em que as pessoas realmente se atrapalham, tamanha é a profusão de medicamentos a que se submetem diariamente.
Pensando neste aspecto, foi recentemente aprovado, pelo FDA, o antiretroviral “Atripla”, utilizado no combate à AIDS, combinação de 3 medicamentos anteriormente distribuídos isoladamente (pela Gilead, Bristol Myers Squib e Merck), cuja dosagem permite que seja utilizado uma única vez ao dia!
Apesar de não haver novidade alguma em termos de princípio ativo, há um grande avanço em relação às pesquisas realizadas; pois foi necessário solucionar problemas em relação à incompatibilidade química, bem como ao acerto de dosagem para que todas as drogas tivessem a meia-vida igual.
Que este avanço seja exemplar para outras doenças crônicas, que as indústrias farmacêuticas se unam e possam melhorar a qualidade de vida dos pacientes, que tanta confusão fazem com pílulas amarelas, verdes, etc...
Escrito por Silvia Cléa às 18h11
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A Podosfera na Educação
Artigo publicado ontem no The Boston Globe: “Podcast craze hits classrooms” (http://www.boston.com/news/education/higher/articles/2006/07/11/podcast_craze_hits_classrooms/) mostra a preocupação causada pelo uso de Podcasts como ferramenta didática. Professores nem sempre utilizam o recurso da maneira mais eficaz; e, os alunos, ao invés de aproveitarem melhor a aula, fogem dela, já que podem baixá-la na Internet, ao seu bel prazer.
No artigo são listados vários colégios e universidades que fazem uso do Podcast como ferramenta didática. A maioria deles tem suas aulas simplesmente gravadas, contrariando o que deveria ser uma proposta de complementação do trabalho de sala, com informações suplementares.
A febre está se expandido por todo o país. Programas estão em fase de implantação para que as aulas sejam gravadas ao vivo, como programas-piloto e, caso dêem certo, sejam efetivamente aplicados e expandidos.
A grita dos professores diz respeito ao conteúdo, pois acreditam que nem tudo o que é exposto em sala possa ser, automaticamente, gravado em um Podcast. Os alunos não pensam tão diferente, pelo menos foi o que explicitou Samantha Baime, em seu depoimento ao jornal, dizendo não ser possível representar em um Podcast (ela é aluna do curso de teatro).
Como se vê, as inovações tecnológicas estão invadindo todos os espaços, mas, principalmente, no campo da educação, não se os pode deixar à deriva. Um instrumento será útil se bem aplicado, com inteligência, e programados, os seus fins.
Escrito por Silvia Cléa às 23h59
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The River
Está no ar a primeira edição on-line do jornal “The River” do website Murray-Darling Basin Commission – MDBC (http://www.mdbc.gov.au/). Fruto de uma iniciativa entre o governo australiano e a comunidade, estabelecida em 1992, com o propósito de promover e coordenar um efetivo planejamento para um eqüitativo, eficiente e sustentável uso da água, terra e outros recursos ambientais da Bacia Murray-Darling, cobrindo mais de 1 milhão de Km2.
O jornal tem como público alvo os estudantes, cuja educação ambiental das futuras gerações é um de seus principais objetivos. Através desse veículo, podemos compartilhar nossas histórias ambientais com um grande público, acredita Dr. Wendy Craik, chefe executivo do MDBC.
As matérias são compostas por níveis diferenciados de profundidade, com o intuito de atrair o leitor interessado tanto em pesquisa quanto em divertimento. Assim, estão presentes resenhas de congressos, seleções de artigos e notícias em geral sobre os rios e espécies nativas, bem como quebra-cabeças, desenhos e poesia.
Há, também, uma área dedicada aos professores para utilização da ferramenta como auxílio de trabalho didático.
Bem, a dica está dada, o site é inglês (para ver a primeira edição, siga o link: (http://www.mdbc.gov.au/The_River). Fica a idéia para uma possível adaptação para as bandas de cá...
O tema é instigante, o propósito é necessário, juntá-lo com diversão é essencial e dedicar a divulgação científica ambiental essencialmente para um público estudantil é tarefa que só temos que aplaudir e tentar copiar.
Não podemos esquecer que essa parceira é resultante de uma aliança entre governo e comunidade. Afinal, o Brasil detém 15 % da água do planeta, com enorme devastão de matas ciliares (vegetação vicinal a qualquer coleção d'água, seja ela, nascente, rio ou lago), portanto preservar e conscientizar são conceitos de "sobrevivência" para as futuras gerações.
Escrito por Silvia Cléa às 15h43
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Crochê e Matemática
Este material é uma continuação ao debate que resultou de “A Fala da Matemática”, entre os bloguistas científicos Maria, do “Ciência e Idéias” e Osame, do “SEMCIÊNCIA” (links ao lado), quando discutíamos se tricô e crochê eram atividades matemáticas... Bem, vai, então, a resposta!
Extreme Knitting
Disponível em: (http://www.sciencentral.com/articles/view.php3?type=article&article_id=218392811)
Escrito por Silvia Cléa às 23h07
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