Uma questão de fé

Se eu quisesse polemizar, começaria este texto dizendo que o conhecimento está para as Ciências, assim como a fé está para as Religiões. Mas meu intuito é evidenciar outro aspecto do que vem sendo debatido no tema deste mês do Roda da Ciência: Ciência e Religião, ou seja, como as religiões vêm ganhando espaço dentro das universidades.
Tal aspecto me foi apresentado através do artigo “A Pseudociência nas Universidades Brasileiras”, de Widson Porto Reis (texto apresentado no Congresso Latino Americano de Pensamento Crítico, que aconteceu em setembro de 2005, na Argentina). Entre outros aspectos, o texto enfatiza o fato de as universidades brasileiras estarem cedendo espaço às religiões, porém, no campo “científico”!
O caso exemplar em questão é o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Transdiciplinares Sobre Espiritualidade (NIETE), criado em 2001, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Relata, então, a parceria deste com a Sociedade Brasileira de Apometria e organização de um grupo de estudos: Grupo de Estudos sobre Pesquisa em Espiritualidade – Apometria (GEPEA).
Vale a pena dar uma lida bem atenta e parcimoniosa em cada um e todos os textos acima. Observar as referências a instituições de renome, como a Organização Mundial de Saúde, etc.
Congraço o pensamento de que a academia deva se pautar a investigar quaisquer assuntos, porém, abrir mão de seu rigor científico, nunca!
Precisamos ficar atentos ao que está sendo “vendido” como Ciência. Para quem não leu, vale a pena: “On Bullshit”, Frankfurt Harry G. (há tradução para o português).



Escrito por Silvia Cléa às 16h12
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Movimento já! Rumo à Rio Claro...

 

Acontece entre 27 e 30 de abril próximo, o V Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana e XI Simpósio Paulista de Educação Física, no Departamento de Educação Física do Instituto de Biociências da UNESP de Rio Claro.
O evento acontece bianualmente, há 20 anos, reunindo profissionais de diversas áreas, com o intuito de pensar e discutir o movimento humano e suas inter-relações teóricas e práticas com os múltiplos campos do conhecimento.
Para o evento deste ano, foram convidados renomados profissionais internacionais, responsáveis pelas conferências, cujos temas denotam a atualidade dos assuntos abordados, ou seja, que a Educação Física e seus profissionais não estão alheios ao que está ocorrendo nas demais áreas do conhecimento científico.

Segue abaixo um pequeno resumo do programa que será abordado no congresso:

Conferências:

Prof. Dr. Mário Sergio Cortella (filósofo, mestre e doutor em Educação pela PUC/SP);
Profa. Dra. Yael Netz (médica psiquiátrica, especialista em geriatria aplicada à Atividade Física): “Atividade Física e Saúde Mental: consenso, armadilhas e desafios.”
Prof. Dr. Michael D. Brown (PhD em fisiologia do exercício): "Genética e Exercício".

Mesas Redondas:

“A Natureza social do corpo”;
“Obesidade e exercício físico”;
“Implicações da Avaliação no processo do treinamento desportivo”;
“Saúde Mental, Atividade Física e Envelhecimento”;
“Estados Emocionais e Movimento”;
“Biomecânica”;
“Dança e Cultura”;
“Fenomenologia”;
“Multiculturalismo e Educação Física Escolar”;
“Drogas, Esportes e Educação Física”;
“Metabolismo e Exercício em Modelos Experimentais: O uso de animais nas pesquisas em Educação Física”;

Grupos Temáticos:

Fenomenologia e Educação Física (Prof. Dr. Luiz Augusto Normanha Lima)
Corpo, Cultura e Sociedade (Profª. Drª. Leila Marrach Basto de Albuquerque)
Estados Emocionais e Movimento (Profª. Drª. Gisele M. Schwartz)
Lazer (Profª. Drª. Gisele M. Schwartz)
Formação Profissional e Campo de Trabalho em Educação Física (Prof. Dr. Samuel de Souza Neto e Profa. Dra. Dagmar Hunger)

Maiores informações e inscrições, aqui. Bom congresso!



Escrito por Silvia Cléa às 18h10
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Hoje o dia é dedicado a Darwin!

Charles Darwin nasceu em 12 de fevereiro e é por isso que esta data foi escolhida para que, anualmente, todas as instituições ligadas às ciências, celebrem o “Dia de Darwin”. A sua Teoria da Evolução é responsável por grande parte do como compreendemos o mundo natural (biológico) atualmente, fazendo-nos entender os padrões que existem ao nosso redor. Padrões estes, que permitem variação, seleção e hereditariedade.
Um dos aspectos mais notáveis do trabalho de Darwin é aplicado na organização das coleções dos museus científicos. Foi exatamente este aspecto que me chamou atenção quando visitei o “Museu e Aquário Marinho de Bombinhas”.
Localizado em Bombinhas / SC, é uma reunião de peças de invertebrados, que vêm sendo colecionados pelo prof. Luis Eduardo Martins da Silva há cerca de 40 anos. Estão dispostos em mesas, seguindo a escala evolutiva, segundo apresentação de Marisa (que nos fez um discurso claro e rápido, num exemplo de linguagem fácil de fazer inveja ao tema do Roda, cujo tema fora discutido em janeiro...pena que não deu tempo de participar).
A coleção finaliza com a apresentação do esqueleto do “Homem de Sambaqui”. Um americano que vagueava no litoral brasileiro e vivia tanto da pesca, quanto da caça. Seu principal alimento eram os mariscos. Do mar, contudo, aproveitava também as conchas, caramujos, peixes, tubarões, golfinhos, tartarugas e baleias. Construía tamba (montanha de conchas) para se proteger das marés e dos animais (além de, mais tarde, se prevenir da chegada dos índios tupi-guaranis). Há registro de sua presença desde o litoral do ES à SC, com várias itacoatiaras (inscrições rupestres) e oficinas líticas (panelas de bugre) e registros em Bombinhas.
Caso vá descansar naquele mar verde-azulado, não deixe de visitar o museu...é uma delícia aos olhos e ao conhecimento! Rua Leopardo, 800.



Escrito por Silvia Cléa às 17h14
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A vez dos insetos!

“Entomologia” é o ramo da Zoologia que estuda os insetos. Mas será que, realmente, os sabemos definir? Segundo o “‘Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa’, insetos são uma classe de artrópodes que :

possuem 3 pares de patas; e que, tipicamente,

dispõem de 2 pares de asas;

1 par de antenas; e,

1 par de olhos compostos”.


Para os apaixonados por literatura policial – especificamente pelos livros de Patrícia D. Cornwell, em que dá vida à protagonista Dra. Kay Scarpetta (médica legista chefe do estado de Virgínia / EUA) – o assunto não é novidade, pois foi tratado em um de seus livros: “Lavoura de Corpos”: as aplicações dos insetos na arte de desvendar crimes, ou Entomologia Forense.

Como descrevem Leonardo Gomes e Cláudio J. Von Zuben em “Forensic Entomology and Main Challenges in Brazil”, apesar de os primeiros registros datarem do séc XIII (China), o desenvolvimento desta ciência se deu a partir dos sécs XVIII e XIX (Europa). Quanto ao Brasil, somente a partir do séc XX é que começou a ganhar atenção de alguns grupos: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal. Merecendo atenção o Centro Nacional de Entomologia Forense (ligado à Universidade de Brasília).

Importante aspecto a ressaltar é o despreparo da atual equipe multidisciplinar que está presente na cena do crime - em relação à coleta e armazenamento dos insetos, especificamente. Os autores enfatizam que há diferentes técnicas para diferentes tipos de ambientes, durante a autópsia e no laboratório. Não adianta cobrar posturas e atitudes de quem não foi treinado: estes profissionais sequer sabem que não estão fazendo o correto!

Assim, para tentar, entre outros objetivos, sanar este vácuo de conhecimento, estará acontecendo, entre 01 e 02 de março de 2007, o I Simpósio Brasileiro de Entomologia Forense, no Centro de Convenções – Unicamp.

Para evidenciar o quão nova é esta área do conhecimento, saliente que, durante tal evento, será criada a Associação Brasileira de Entomologia Forense (ABEF), com a apresentação de seu estatuto e a divulgação do resultado do concurso do logopotipo institucional (quem quiser concorrer, informações aqui).



Escrito por Silvia Cléa às 19h13
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A volta das Imunoglobulinas

            Chegaram 15 mil frascos de Ig de 5 g para serem distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O abastecimento de Imunoglobulinas fora prejudicado mundialmente, em virtude da suspensão da exportação de plasma, pelos americanos (que são o principal exportador mundial). O plasma (componente sangüíneo) é a matéria prima utilizada na produção de hemoderivados (produtos e medicamentos que são derivados do sangue). Tal decisão norte-americana foi tomada devido ao fato de os alertas sobre desastres naturais e ações militares naquele país aumentarem o consumo interno de Imunoglobulina humana.

            Assim, desde que recebeu a notícia, o Ministério da Saúde vem atuando de maneira eficaz para contornar o problema rapidamente. Foram adotadas medidas emergenciais em conjunto com Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems). Seguido de processo licitatório internacional (seguindo os padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância SanitáriaAnvisa), para garantir o fornecimento a médio prazo; e, a construção e colocação em funcionamento da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), para que o país se torne auto-suficiente na produção de hemoderivados: : albumina, imunoglobulina humana e concentrados de fatores VIII e IX.

            Informações recebidas pelo Grupo Brasileiro de Imunodeficiência. Maiores detalhes, aqui.



Escrito por Silvia Cléa às 15h24
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