Vale muito ainda divulgar ciências
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Nesta semana, aconteceu o seminário anual do SCANZ (Science Communicators Association of New Zealand). Dentre outros, esteve presente Lloyd Davis (um podcaster e blogueiro famoso, que é especialista em mídia social), responsável pelo tema “O Futuro da Comunicação Social”, reverberando o que fora dito pelos demais palestrantes, ele falou sobre as incertezas de uma predição e a popularização da tecnologia participativa. No entanto, deu ênfase ao uso desta última como ferramenta para uma comunicação realmente efetiva quando se pensa em uma geração mais jovem.
O que mais me chamou a atenção foram os números apresentados por ele: em 1995, existiam no mundo, somente 18 mil websites; passando a 7 milhões, em 2000; e, mais de 118 milhões neste ano de 2007. Comparando às audiências dos teatros, cinemas, assinaturas de revistas e circulação de jornais – todos, no mesmo período, estiveram diminuindo. Ou seja, é um exemplo claro da mudança radical que está acontecendo, principalmente entre os jovens, no acesso à informação.
Enquanto isso, o volume de Ciência produzida só tem aumentado: mais de 1,3 milhão de artigos científicos são publicados anualmente. Contudo, 90 % deles nunca são citados e cerca de 50 % não são lidos por mais ninguém exceto seus autores, revisores e editores das revistas em que são publicados. O desafio, portanto, passa a ser o de tornar a sua pesquisa relevante e sua voz ouvida, diante de tanta competição existente, tanto nas ciências como na comunicação.
Para finalizar, Lloyd cita os cursos superiores em Ciências da Comunicação e suas demais especializações, principalmente aqueles de pós-graduação; e, não deixa de citar os blogs. Mas sentencia: o futuro será ‘on line’, pelo menos é onde o olhar do mundo atualmente está.
Escrito por Silvia Cléa às 19h30
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