A Ciência Dança

     A “Science” resolveu elaborar uma série de reportagens que une a Ciência, a Cultura e as Artes. Na edição deste mês, o tema principal é a intersecção com a Dança e para representá-la foi feito um campeonato: “Dance seu PhD”.

     A iniciativa foi baseada na experiência de um estudante de biologia molecular (Christoph Campregher), que, nos intervalos de seus estudos para a defesa de tese, é um DJ experimental, tocando na noite. Veja seu site trockenmoos.

     Devido ao grande número de inscrições, as categorias foram subdivididas em 3: estudantes de graduação, pós e professores. O prêmio: assinatura de 1 ano da revista... ;o)))

     Aproveitem para ver alguns dos vídeos premiados, é muito interessante! Biólogos, físicos, astrônomos e até uma crítica a como a academia enxerga as ciências humanas.



Escrito por Silvia Cléa às 17h36
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O interesse é digital, mas farra é real!

Começa hoje a maior festa do mundo digital, a Campus Party, que em sua versão 2008, estará acontecendo no Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera (aqui em São Paulo). São 7 dias para compartilhar curiosidades, trocar experiências e realizar todo o tipo de atividades relacionadas a computadores, às comunicações e às novas tecnologias.

O evento foi criado em 1997, na Espanha e é a primeira vez que acontece no Brasil. Foram disponibilizadas 3.000 inscrições, que se esgotaram em janeiro. Mas não fique triste, há convites, que você pode imprimir aqui, assim, ainda consegue participar de algumas atividades. ;o)

Para nós, blogueiros, há muita coisa interessante, por exemplo, a palestra e lançamento dos livros de Steven Johnson; além das dicas de Diego franco, em “Podcast Fácil”.

O evento será dividido em duas grandes zonas:

- Área 1:

Arena
Onde os participantes inscritos instalam seus computadores, participando de atividades ligadas a 10 áreas (Astronomia, Robótica, Criação, Desenvolvimento, Software Livre, Games, Simulação, Modding, Música e CampusBlog).

Lazer
Local para um “intervalo” das atividades...mas nem tanto, pois existem quadras para prática de esportes, jogos de salão, cinema, videoclube, música, shows com DJs e VJs, paintball, livraria e lojas. Nesse local, também serão apresentadas as últimas inovações mundiais em produtos voltados ao entretenimento digital, que poderão ser testados!

Serviços
E nesse local concentram-se o refeitório (atendendo todas as refeições do dia), restaurantes, lanchonetes, banheiros, vestiários, lavanderia, supermercado e lojas. Há até uma área reservada para a montagem de barracas com segurança 24 horas, com porta-objetos, roupas e equipamentos (mas precisa de inscrição prévia).

- Área 2:

Expo
Local em que os patrocinadores do evento apresentam suas mais novas invenções, antecipando tendências de mercado e permitindo que cada participante conheça de perto e teste ao vivo o futuro da tecnologia e do entretenimento digital.

Inclusão Digital
Espaço dos iniciantes em computação. Graças a uma parceria com a prefeitura, professores e alunos de escolas públicas terão a oportunidade de conhecer de perto o que é o “mundo digital” em seu maior amplitude.

Bem, vejo você por lá...ou melhor, me mande um e-mail....vai ser difícil encontrar alguém realmente, sem um prévio googlemaps! ;0))



Escrito por Silvia Cléa às 13h34
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Não vamos amarelar!

 O “Ministério da Saúde” divulgou em seu site, em 07.02.08, o Boletim mais recente sobre a Situação da Febre Amarela Silvestre no Brasil. Vale a pena dar uma lida no documento, se você quer ficar sabendo detalhes sobre a quantidade de transmissores (macacos e humanos) infectados e mortos, bem como onde se deram tais infecções.

   A primeira coisa que é bom ressaltar é que o quadro que estamos vivenciando não é definido como uma epidemia, ou pico epidêmico, mas sim, uma epizootia.

   Vale ressaltar que é o macaco o transmissor natural desta forma de doença, ao contrário do homem que é um transmissor ocasional, só participando do ciclo da doença quando invade as matas, seja por quê for.

   Com a confusão que a população pode ter feito, e ainda fazer, entre as duas formas da doença, e temendo ser contaminada, correu para se vacinar nos Postos de Saúde. Contudo, as indicações para a vacinação são bem precisas:

  • habitantes das zonas endêmicas (regularmente, a partir dos 9 meses de vida, a cada 10 anos, em dose única);
  • para viajantes com destino às áreas endêmicas (o mesmo critério descrito acima, enfatizando que a vacina deve ser tomada com 8 a 10 dias de antecedência da chegada à região de risco);

   Mais do que citar as indicações, neste momento, devemos lembrar as contra-indicações:

  • pessoas alérgicas a ovos e seus componentes;
  • gestantes;
  • pessoas que estejam fazendo uso de alguns medicamentos, como p.ex. corticóides;
  • pessoas imunodeprimidas (abrimos aqui uma vasta gama de pacientes de muitas doenças crônicas: hepatopatas, nefropatas, AIDS, portadores de diversos tipos de CA, Lúpus Eritematoso Sistêmico, etc. (o que vai determinar o grau de competência destes pacientes será seu nível de CD4, que deverá ser superior a 250), neste grupo também estão os idosos (maiores de 70 anos) e bebês (menores de 6 meses);
  • pessoas que tenham sido imunizadas contra Febre Amarela a menos de 10 anos (re-vacinação);

   Como a vacina é feita de vírus atenuados, isto quer dizer que aqueles estão vivos, portanto, ao se imunizar (vacinar) uma pessoa, ela deve saber que terá uma reação, cuja apresentação, em geral, consiste em:

  • febrícola;
  • mialgia;
  • reações cutâneas;

   Para finalizar, gostaria de esclarecer que a Febre Amarela possui uma classificação por grau de manifestação clínica, de quadros assintomáticos até o quadro mais grave, em que o indivíduo apresenta choque hemorrágico (perde sangue através da mucosa de vários órgãos) até a morte. Não é, portanto, uma doença banal, com a qual se pode “brincar”. O pior é que não tem tratamento específico, além dos cuidados que cada quadro apresentado vai exigindo durante a evolução da doença.

   Assim, prevenir é a melhor atitude. Mas devemos fazê-lo com bom-senso, sabendo o que e como estamos fazendo, pois em toda atividade imunológica existe risco, para isso precisamos de um esclarecimento detalhado e paciente.

   Quando se diz que a atual epizootia de febre Amarela Silvestre não vai se tornar uma epidemia de Febre Amarela Urbana, as razões são científicas, ou seja:

  • último caso de Febre Amarela Urbana que foi notificado é do ano de 1940;
  • há um rigoroso controle dos casos: em geral, para cada caso sintomático que é notificado, exitem 9 casos que não foram registrados;
  • o período de viremia (presença do vírus na corrente sanguínea, quando há realmente condições de contágio) é de apensa 2 dias, entre o 2º e 4º dias da doença;
  • é necessária uma grande quantidade de infectados para que o mosquito (Aedes aegyti seja infectado, pois o vetor que transmite o vírus para o macaco são de outras duas espécies diferentes, de hábitos não-urbanos);
  • atualmente, há muitos indivíduos (humanos) imunizados;

   Bom. Aproveitando, que estou falando de Febre Viral Hemorrágica...e Aedes aegypti, não podemos esquecer da Dengue que, por causa do inverno atípico que estamos tendo, com as temperaturas mais baixas, inviabilize mais um enxame dessas “daninhas” da oviposição....Mas, mesmo assim, é sempre bom evitar aquele acúmulo de água: seja este do tamanho que for e no lugar mais inimaginável possível! Já ouvi relatos de uma quantidade que não encheria um dedal e a origem: Escovas de dentes....viu? ;o))



Escrito por Silvia Cléa às 17h22
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